terça-feira, 13 de outubro de 2009

Governo Combina aumento de cinquenta reais

Já estava tudo combinado, as cartas na mesa e o time armado no último encontro entre os presidentes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), João Felício, e o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, além de ter participado a CGTB (Confederação Geral dos Trabalhadores), CAT (Central Autônoma dos Trabalhadores) CGT (Central Geral dos Trabalhadores) e a SDS (Social Democracia Sindical), para definirem o novo valor do salário mínimo. No início, vieram com uma proposta “radical” de R$ 400 e a correção da tabela do Imposto de Renda para 13% para suprir as desigualdades sociais do país.

Logo depois, acertaram um aumento para R$ 350 com a taxa de 10%. Agora, o presidente Lula, que posa de ter batido o martelo, fixa o novo aumento de R$ 300 para R$ 350, com a taxa do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) de 8%, ainda um dos mais baixos salários mínimos do mundo.

É de muita coragem a iniciativa que o governo federal de, em pleno ano eleitoral, tentar ainda passar a imagem à sociedade de que os trabalhadores e o governo federal estão negociando algum aumento de salário mínimo. O fato é que, desde quando Luiz Marinho, ex-presidente da CUT, assumiu a pasta do ministério do trabalho, a central única dos trabalhadores tem servido como correia de transmissão da política de conciliação "capital-trabalho" do governo, isso impõe aos trabalhadores uma posição de maior subserviência aos interesses dos patrões, já que o governo Lula optou por um aumento vergonhoso para, segundo a afirmação oficial, não afetar a saldo devedor da receita da previdência. Ora, só não sabe quem não quer que grande parte desse déficit deve-se a falta de pagamento dos servidores que devem e do governo que não cobra, se não fosse isso, o governo não estaria interessado em freqüentemente bater o recorde do superávit primário e de pagar antecipadamente, com o nosso dinheiro, a dívida ao FMI. A propósito, se fomos levar em conta a constituição brasileira, vamos ver que o DIEESE estima que um salário mínimo necessário para suprir as necessidades de um trabalhador e de sua família deve ser de, no mínimo, R$ 1.607,11, e que o aumento real do salário mínimo será de apenas 12,07%.

Não podemos crer que uma Central Única como a CUT, filiada a CIOSL, e que cada vez mais se desvia dos interesses dos trabalhadores, possa continuar representando os seus interesses, sob a bandeira da social democracia, onde que se tenta aplicar no Brasil um modelo que já de há muito tempo vem desgastado na Europa, o neoliberalismo. Além de, historicamente, a aristocracia operária sempre tentar, de todas as formas, iludir os trabalhadores ao discurso adequado à concepção de mundo integro. Mas em um país com cerca de 10 milhões de desempregados, com a segunda pior distribuição de renda do planeta, é um absurdo de manipulação da informação.

Celio Azevedo.

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