quarta-feira, 30 de outubro de 2013

A Ideia do Jogo do Esquerdismo

A Ideia do Jogo do Esquerdismo: Se não for do meu jeito, é contra os pobres

Como chantagistas emocionais, os esquerdistas precisam apelar às emoções humanas, como empatia, mesmo que precisem mentir até dizer chega. Neste caso, eles dirão que estão do lado dos pobres, e você, do lado dos ricos.

A dinâmica é sempre a mesma. O esquerdista irá fazer uma proposta de inchaço estatal, e, em seguida, dirá que este inchaço é para “ajudar os pobres”. E mesmo que ele não faça uma proposta de inchaço estatal, irá, ao mesmo, lutar para manter o inchaço existente.


Quando você contestar o inchaço estatal, ele irá lhe posicionar para a platéia como inimigo dos pobres. Ele, o “amigo dos pobres”, dirá que toda a questão agora se resumiu entre ser amigo dos pobres ou inimigo deles, o que é o mesmo que dividir a questão entre inimigo dos ricos ou amigo dos ricos. Nesse momento, frases como “você não quer ajudar os pobres” ou “você não liga para a miséria humana” se tornarão clichês evidentes.


Não é que a questão é definida entre ajudar os pobres X não ajudar os pobres, mas sim ajudar os pobres via ação estatal X ajudar os pobres via ação privada. Sim, esse é o detalhe que eles omitem. Na verdade, os esquerdistas usam os pobres apenas como pretexto para inchaço estatal, e a direita quer superar esse inchaço estatal, buscando outras maneiras de ajudar os pobres.

Se a direita fosse contra os pobres, não iria ganhar de lavada dos esquerdistas na ajuda voluntária a eles, como demonstrou Ann Coulter tempos atrás ao citar o ótimo livro “Who Really Cares?”, de Arthur Brooks.

Vamos aos fatos. Com o inchaço estatal, realmente é possível que alguma assistência seja dada aos pobres. Mas na verdade os esquerdistas poderiam criar uma espécie de Rotary de esquerdistas, e fazer assistencialismos mais vastos, sem depender do Estado para ajudar os pobres, e sem criar receita para aparelhamento estatal, corrupção e lobby. Assim, a direita continuaria buscando sua forma voluntária de ajudar aos pobres, e os esquerdistas poderiam buscar as suas, envolvendo inclusive a criação de fazendas comunitárias, empresas sem lucro e casarões habitados por 30 famílias.

Em suma, ajudar aos pobres não implica em inchaço estatal, a não ser que os pobres estejam sendo usados como pretexto para inchar o Estado, que é o que ocorre com toda instância deste jogo esquerdista. Desta forma, eles mentem ao dizer que a questão é dividida entre ajudar ou não os pobres, mas sim em inchar ou não o Estado.

Neste jogo, portanto, o esquerdista irá omitir os fatos para esconder sua real intenção (inchar o Estado), para fingir que ele quer ajudar os pobres, mas a direita não. Evidente é uma falácia do falso dilema, onde são dadas duas opções: (1) ajudar os pobres, inchando o Estado, (2) se recusar a ajudar os pobres, não inchando o Estado. Em outras palavras, o esquerdista bate o pézinho dizendo: “Se não for do meu jeito, você é contra os pobres”.

Tudo não passa de uma chantagem emocional grotesca e extremamente imoral, fazendo uso da triste situação das pessoas que vivem sob condições precárias como um pretexto para um baita de um negócio. Sim, pois o inchaço estatal não passa de um grande negócio para dar poder a burocratas.

É claro que existem muitas outras formas de ajudarmos os pobres, e de maneira muito mais eficiente do que inchando o Estado. Mas aí é que podemos notar que o esquerdista não tem interesse de fato em ajudar os pobres, a não ser que isso seja feito via inchaço estatal.

Para tirar a dúvida, oferte a ele desafios neo-esquerdistas, e veja se ele vai aceitar. Com certeza, ele não aceitará, pois como já disse, o interesse do esquerdista é inchar o Estado, e o discurso de “ajuda aos pobres” é apenas um pretexto.

Abusar da miséria humana como pretexto para dar poder a burocratas. A isso se resume o discurso de um esquerdista.

Contra fatos não existem argumentos!

terça-feira, 8 de outubro de 2013

A Ascensão do Capitalismo

O capitalismo não é simplesmente produção em massa, mas sim produção em massa para satisfazer as necessidades das massas. As artes e os trabalhos manuais dos velhos tempos eram voltados quase que exclusivamente para os desejos dos abastados. E então surgiram as fábricas e começou-se a produzir bens baratos para a multidão. Todas as fábricas primitivas foram concebidas para servir às massas, a mesma camada social que trabalhava nas fábricas.




Sob o capitalismo, a propriedade privada dos fatores de produção por si só representa uma "função social". Os empreendedores, os capitalistas e os proprietários de terras são os mandatários, por assim dizer, dos consumidores, e seus mandatos são plenamente revogáveis. Em um mercado livre e desimpedido, no qual não há regulamentações, subsídios ou protecionismos estatais, para um indivíduo ser rico, não basta ele ter poupado e acumulado capital. É necessário que ele invista, contínua e repetidamente, naquelas linhas de produção que melhor atendam aos desejos dos consumidores. O processo de mercado torna-se um plebiscito que é repetido diariamente, e que inevitavelmente expulsa da categoria dos eficazes e rentáveis aquelas pessoas que não empregam sua propriedade de acordo com as ordens dadas pelo público.

A principal falha dos historiadores e políticos do século XIX foi terem se mostrado incapazes de perceber que os trabalhadores eram os principais consumidores dos produtos das indústrias. Na visão deles, o assalariado era um homem trabalhando árdua e exaustivamente para beneficiar unicamente uma classe ociosa e parasítica. Tais pessoas estavam sob a ilusão de que as fábricas haviam prejudicado todos os trabalhadores manuais. Tivessem eles prestado um pouco mais de atenção nas estatísticas, teriam facilmente descoberto a falácia desta sua opinião. A mortalidade infantil foi reduzida, a expectativa média de vida aumentou, a população se multiplicou e o cidadão comum passou a usufruir confortos que os mais abastados das épocas mais antigas sequer sonhavam existir.



Mais: http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1701


quarta-feira, 3 de julho de 2013

A Verdadeira História do Comunismo (HUMOR)

Ernesto Guevara.Um dos hippies dispostos a implantar o comunismo verde


A palavra Comunismo se deriva do brasileiro (essa palavra é tão maldita que nem os caras que falavam latim fizeram ela) "cü" (que é o reto do ser humano que só sai o que não presta) e "munismo" (botaram no meio só pro ** não ficar sozinho no meio dessa *****), ou seja, Comunismo é: "Cultura que adora cus".

Alemanha, 1848. Certo vagabundo que não queria trabalhar e só queria ganhar tudo de mão beijada do governo, chamado Klaus Marx, idealizou o comunismo enquanto coçava o saco e comia a empregada na mesa da cozinha. Sua proposta era basicamente a coletivização dos meios de produção, o que se traduz como o governo entra na tua casa, tira o que é teu, e manda o que tu podes ter ou não. Para testar suas ideias, ele fez um pacto com o capeta, que criou para ele vários duendes azuis, os quais Marx chamou de Smurfs. Um desses duendes foi banhado com o sangue de Marx; suas roupas ficaram vermelhas, e ele ganhou uma barba assim como a de Marx. Surgia então Papai Smurf.

A comunidade comunista em miniatura dos Smurfs prosperou, mesmo com as intervenções do capitalista Gargamel. Feliz com sua experiência, Marx decidiu testá-la em humanos. Chamou seu CAMARADA Lenin, seu primo Zangief e alguns vilões de James Bond para propor onde colocar em prática.

Comunismo Real - Marx, através de Lenin, e seus comparsas decidiram instaurar o regime comunista na Rússia e sua Periferia, uma cópia fiel a toda teoria então produzida; esse balaio-de-gatos ficou conhecido como URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas). Josef Stalin foi o Presidente-Ditador-Tirânico.

Camarada Stálin

Na China, governava Mau Tsé-Tung (um dos Smurfs de Marx), mais cruel que Stalin, chegando a matar 12,5 bilhões de habitantes e cheirando todos seus gatinhos. A Coreia também foi dominada pelo perverso Piongyong (matou mais do que Stalin e Mau juntos). Piongyong comandava na cidade de Kim Jong junto com seu primo Ping Pong e seu irmão King Kong. Era também conhecido por seus métodos de desindividuar indivíduos.

Durante o domínio de anos e anos da URSS, todos estavam contentes em beber Vodka e mascar criancinhas. Mas o cenário estava ficando meio entediante e, logo depois de espancar os Nazistas socialistas, metidos a dominarem o mundo, os comunistas queriam mostrar para os porcos capitalistas malditos qual era o melhor sistema de governo.

A Corrida Espacial


A Guerra Fria - Klaus Marx, conhecido também como O Bom Velhinho, abre uma competição sem precedentes na história da humanidade: para tentar provar a superioridade do seu comunismo sobre o capitalismo, ele decide criar um tipo de Olimpíada de Inverno, só que com armas, e somente com países participantes das duas últimas gincanas, a (Primeira Guerra Mundial e a Segunda Guerra Mundial), divididos em dois times, um deles liderados pelos Estados Unidos e o outro pela URSS. No começo os países escolhiam os lados que queriam jogar, mas depois de tão desesperados pelo prêmio, que os líderes começaram a subornar os amiguinhos com amendoins e armas de destruição em massa.

Após uma série de longos e sangrentos combates, que dividiram a Alemanha inteira em duas (com muro e tudo), os dois países resolveram fazer uma corrida espacial: quem chegasse à Lua primeiro ganhava a guerra. A princípio a equipe russa, formada por Rufus, O Lenhador e o Tio Barnabé estava na frente, chegando fora da órbita terrestre antes. Porém, os russos que só levaram 49 garrafas de Vodka para a viagem, tiveram que parar para comprar mais. Então a equipe Americana, formada por Tutubarão e Zé Colméia, chegou à Lua (não, não era feita de queijo) e se saiu vitoriosa.



domingo, 9 de junho de 2013

Poema e música

"Chocke"

Saiam todos daqui, não quero mais saber disso.
Saiam todos daqui, não quero mais saber dessas coisas.

Nada demais, só quero um tempo pra me divertir.
E pensar que da vida era o que tinha medo, e aquela me comunicou na hora errada, quando eu devia era ter medo da morte.

Talvez o excesso de ar soberano só fez mais definir teu ar de insano
Que foi feito sem discórdia do que aquilo que já havia feito.

Não critique a ninguém sem antes se criticar.
Não critique o governo sem antes pensar em lutar.

Não critique ninguém sem antes lutar...
Não critique ninguém sem antes lutar.


 Extraído do livro "Manuscritos Poéticos", autor: Célio Azevedo. copyright 1999-2000.

quinta-feira, 28 de março de 2013

The Celio Azevedo Store (Loja virtual de músicas)

Para quem se interessar em baixar, segue abaixo o site para vendas de músicas:

Link para a loja

Confiram!

Blog Fazer Acontecer.


sexta-feira, 15 de março de 2013

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Realidade - Célio Azevedo (2013)



Música que ganhou o Award Ouro como melhor letra no Beat100.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Teste a sua velocidade da Internet


Velocimetro


Verifique se realmente recebe a velocidade contratada.


Célio Azevedo.


sábado, 26 de janeiro de 2013

sábado, 19 de janeiro de 2013

No Chile

Viagem ao Chile, curtindo as baladas, os pontos turísticos, as chilenas e as bebidas dessa linda terra. Depois de um ano de muito trabalho, nada melhor do que aproveitar as férias e a vida conhecendo esse lindo país cosmopolita. O mais desenvolvido da América Latina.





Até mais,

Célio Azevedo.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Análise do filme 2001: Uma Odisséia no Espaço

O filme 2001: Uma Odisséia no Espaço é um marco do cinema em muitos aspectos: visual, artístico, filosófico, cinematográfico, publicitário, sociológico, etc. Para muitos críticos é considerado um dos melhores filmes de ficção científica de todos os tempos. E sua fama não é à toa. Escrito, dirigido e produzido durante 5 anos por Stanley Kubrick, 2001 foi lançado em abril de 1968, a tempo de predatar em mais de um 1 ano a ida do Homem à Lua com o máximo de fidelidade possível (não há som das naves, já que o som não se propaga no espaço). Foi baseado nas obras de Arthur C. Clarke, The Sentinel e 2001: A Space Odyssey, esta última escrita simultaneamente às filmagens: Enquanto Kubrick trabalhava em cima do roteiro, Clarke escrevia o livro, com ambos trocando idéias e opiniões durante o trabalho.
Kubrick foi uma influência para os mais famosos diretores, entre eles Martin Scorsese, Steven Spielberg e Ridley Scott. Diz-se que Spielberg passou muitas horas assistindo 2001 enquanto filmava "Contatos Imediatos do 3º grau". James Cameron chama 2001 de "um filme que não deveria funcionar, mas funciona". Star Wars tem elementos chupados diretamente de 2001, como a plataforma de chegada da Estrela da Morte, as naves meio sujas (como se tivessem sido usadas realmente), a cápsula de fuga dos andróides, a respiração amplificada de Darth Vader e a abertura com o cruzador imperial enchendo a tela, que nos remete diretamente à primeira aparição da nave espacial Discovery.



EFEITOS ESPECIAIS
Numa era onde não existia computadores pra fazer efeitos visuais, os cineastas tinham de suar a camisa fazendo efeitos ópticos com truques de múltipla exposição no negativo. Kubrick se envolveu diretamente nesses efeitos, mas o gênio por trás deles foi Douglas Trumbull, tanto que foi ele quem levou o Oscar de Melhores Efeitos Especiais de 1968. Foi o único Oscar que o filme 2001 ganhou (concorria também a Melhor Direção de Arte, Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Diretor).
Com tempo e dinheiro ao seu dispor, Kubrick sempre foi perfeccionista na busca da melhor imagem possível, e no caso dos efeitos ópticos ele foi ao extremo de fazer as exposições no negativo ORIGINAL, tendo alguns negativos levado mais de um ano na geladeira pra ser exposto novamente, o que significa que um errinho e lá se vai 1 ano perdido. O resultado é uma imagem brilhante, inclusive para os padrões de hoje.

MÚSICA
2001 foi inovador também no uso de músicas clássicas conhecidas do público. De início, o filme teria uma trilha especialmente escrita por Alex North (que fez com Kubrick o filme "Spartacus"), mas, enquanto editava o filme, Kubrick usou música clássica pra dar o clima, e gostou tanto do resultado que o manteve no produto final. Só esqueceu de avisar ao pobre Alex, que só soube que não tinha a música dele ao ver o filme (bad karma, Kubrick!). Graças a Deus Kubrick optou por usar os grandes mestres, pois imagine a abertura do filme sem o "Assim falou Zaratustra", de Richard Strauss. Imaginou? Não? Então aqui vai uma ajudinha: a abertura do filme com a trilha do Alex. Parece música de filme bíblico, extremamente datado, com a maior cara de "made in Hollywood".
No livro de Clarke vemos que as estações orbitais carregam ogivas nucleares, e (coincidentemente ou não) a música que embala as cenas na estação espacial é a valsa "Danúbio Azul", que ironicamente é o nome da primeira bomba atômica inglesa. São pequenos detalhes que tornam assistir a este filme mais prazeroso.
Creio que muitos aqui devem conhecer a estranha sincronicidade que há entre o álbum de Pink Floyd "The dark side of the Moon" e o filme "O mágico de Oz" (algo pra ser visto tomando Fanta Uva, no less). Essa coincidência é totalmente inexplicável e creio que todos concordam que não dava pra fazer naquela época (eis o mistério da fé). Mas há outro mistério envolvendo músicas de Pink Floyd e filmes, desta vez com 2001. Corre uma lenda que Kubrick queria que Floyd (o grupo, não o personagem) fizesse parte da trilha sonora. Por algum motivo, o grupo não aceitou. Três anos depois surge o álbum "Meddle", com a música "Echoes", que traz uma estrutura que é impressionantemente ajustada às cenas do capítulo "Júpiter e Além", inclusive na duração! Curtam a viagem que é ouvir Pink Floyd aliado às imagens psicodélicas do segmento final de 2001:

Echoes - Pink Floyd 2001 Space Odyssey
A banda nega que tenha feito isso propositalmente, mas na biografia "Saucerful of Secrets: A Pink Floyd Odyssey", de Nicholas Schaffner, Roger Waters é citado dizendo que seu maior arrependimento foi não ter feito a trilha sonora de 2001. Que eu saiba só se arrepende de algo quem teve a oportunidade, senão seria seu "maior sonho" ou algo assim.

ANÁLISE DO FILME
Como o filme é cult, muita gente que assiste fica sem coragem de dizer que não gostou, não entendeu e que achou tudo chato e lento demais. Mas não se preocupe: você não está só. 2001 não é um filme pra ser apreendido de uma vez só. Sir Arthur Clarke confirma: "Se alguém entender 2001 de primeira, nós teremos falhado. Quisemos levantar muito mais questões do que respondê-las". Sem dúvida é um filme autoral, que não procura agradar a platéia e sim expressar uma idéia de forma nunca antes vista no cinema:
Eu tentei criar uma experiência visual, que se desviasse do campo das palavras e penetrasse diretamente no subconsciente com um teor emocional e filosófico... Projetei o filme para ser uma experiência subjetiva intensa, que atinja o espectador num nível profundo de consciência, exatamente como a música faz... Você está livre para especular como quiser sobre o sentido filosófico e alegórico do filme.
Stanley Kubrick
Pra ajudar na compreensão do filme (lembrando que não dá pra dizer "o filme É sobre determinado assunto") e fazê-lo apreciar um pouco mais esta obra (recomendo MUITO ver - e rever - em alta definição, disponível em Blu-ray e torrents) segue abaixo um resumo, baseado em vários pontos-de-vista sobre o filme, que fui descobrindo na internet. Se você ainda não viu o filme e pretende vê-lo, não recomendo ficar com essa concepção na cabeça (o ideal é ver primeiramente o filme "desarmado" de idéias).

ABERTURA
Vemos logo de cara um belo alinhamento do Sol, Lua e Terra. Tal alinhamento planetas se repete nas outras vezes que o monolito aparece. O Sol tem um destaque especial durante todo o filme, pois ele simboliza a idéia de "renascimento" (que é um tema recorrente no filme) nas mais diversas culturas, e por conta disso não é forçoso dizer que há oculto (de cabeça-pra-baixo) na imagem-título do filme uma insinuação a um ícone pagão, o símbolo do Deus Cornífero da Wicca que, não por acaso, simboliza a morte e renascimento, e que em seu aspecto celeste é representado pelo Sol.



A AURORA DO HOMEM

O nome em inglês é THE DAWN OF MAN, que tanto pode ser traduzido como "o surgimento do homem", ou como "o amanhecer da humanidade" (numa linguagem mais poética). E logo nas primeiras cenas vemos o nascimento e ascenção do Sol na pré-história. O futuro ser humano nada mais é que um macaco, herbívoro e vulnerável aos perigos do habitat selvagem. Há uma "briga" entre dois grupos de macacos por um poço d'água, onde um dos grupos ganha literalmente no grito. O grupo perdedor se refugia num buraco pra passar a noite. Ao amanhacer, eles vêem um monolito negro bem na frente deles, e o grupo se junta para tocá-lo/admirá-lo. Vê-se a imagem do alinhamento do monolito com o Sol e a Lua (que poderia nos remeter novamente ao símbolo Wicca, mas com o Sol pela metade e ainda distante da Lua).
Numa das cenas mais marcantes do cinema, o macaco descobre (num lampejo de consciência que é claramente associado ao monolito) o poder da ferramenta (o osso).
Ele usa a ferramenta pra matar. Primeiro para se alimentar, e depois pra posse dos recursos naturais. Durante o confronto com o grupo rival o macaco inimigo é morto com toques de sadismo. Ao usar o osso como ferramenta pra matar, vemos o macaco sentir a consciência de poder, de força, de domínio, que, combinados com a intimidação, caracterizam o macho-alfa até hoje (praticamente com o falo na mão, como o macaco lá com o osso). Está aí o protótipo do ser humano. Entretanto, não fosse por ele não existiríamos enquanto espécie. O que nos leva ao maior corte da história do cinema, onde a história avança milhões de anos em 1 segundo com a câmera indo do osso rodopiando do céu para uma nave flutuando no espaço, resumindo brilhante e cinicamente a história da humanidade.

A ESTAÇÃO ESPACIAL
Vemos aqui os países integrados na exploração espacial, com naves de várias nacionalidades (vê-se as bandeiras alemã e chinesa em duas delas). A caneta flutuando na gravidade zero nos remete inconscientemente ao osso flutuando no ar, e nos lembra que agora "a caneta é mais forte que a espada". A força bruta não é mais necessária, dando lugar à diplomacia, que se traduz na aparentemente amistosa conversa com os russos dentro da estação. Mas logo percebemos que o cientista Heywood Floyd esconde um segredo, do qual os russos desconfiam e mal conseguem esconder sua curio/animosidade. Comentaristas chegam a apontar essa cena como uma reprise "versão guerra fria" da briga pré-histórica pelo poço d'água (coincidência ou não, os participantes conversam ao redor de uma mesa circular com copos d'água).

NA LUA
Descobrimos que um objeto foi enterrado deliberadamente na Lua há 4 milhões de anos. Por quem, nunca saberemos. É o monolito negro, o mesmo que apareceu para os macacos na pré-história. Em outra cena brilhante, Floyd toca o monolito com a mesma admiração que seu antepassado. Através do livro de Arthur Clarke temos uma explicação mais detalhada para o que acontece em seguida: A luz do Sol toca o monolito pela primeira vez (ele foi escavado durante os 14 dias de noite lunar), e então ele emite um poderoso sinal de rádio, que interfere com os comunicadores dos astronautas, provocando um zumbido intermitente. Verifica-se também o mesmo alinhamento da pré-história, agora com a meia-lua (desta vez representada pela Terra) mais próxima do Sol.

MISSÃO JÚPITER: 18 MESES DEPOIS
Estamos agora na nave Discovery 1, rumo a Júpiter, em busca do destino do sinal de rádio. Vemos o astronauta Frank Poole correndo em círculos, no que parece uma versão gigante e futurista de uma roda para ratos. De fato, os humanos na nave são meros passageiros/prisioneiros, pois quem controla tudo na verdade é o computador HAL 9000. A sigla HAL é uma "homenagem" (na verdade uma crítica) à empresa de computadores IBM (mova cada letra uma posição no alfabeto pra trás e você terá HAL). Na época em que o filme foi feito a IBM era mais poderosa e influente do que a Microsoft e a Google JUNTAS.

HAL é um dos símbolos que remetem ao livro "A odisséia", de Homero (além, claro, do próprio título do filme). Mais especificamente, HAL é uma alusão ao cíclope, um dos adversários de Ulisses na saga

É algo notável que o computador HAL demonstre no filme mais emoções do que os próprios tripulantes. Enquanto os astronautas ficam apáticos a maior parte do tempo, HAL traz em sua monótona fala um certo orgulho de ser infalível, e mais adiante medo e ansiedade por ser desligado. Isso aparenta ser uma crítica velada ao aprisionamento do homem às condições impostas pelas máquinas, e a perda da humanidade decorrente disso. Poderíamos culpar os atores, ou mesmo o diretor por essa falta de emoção dos personagens, mas o fato é que essa aparente falta de vitalidade encaixa sutilmente no contexto de todo o filme. Vejam só, no início os atores vestidos de macaco são muito mais expressivos do que os atores "humanos". Isto porque no futuro o ser humano está engessado pela tecnologia em um ambiente séptico, sem cor, sem arte. Isso é reforçado pelos diálogos bobos e aparentemente inúteis. Apenas numa examinada atenta (e posterior) pode-se extrair o que Kubrick queria passar com eles: No diálogo de Heywood Floyd com a filha vemos que a mãe não está em casa, e o pai se desculpa por não poder ir ao aniversário da menina. Na conversa com os russos mais uma vez vemos a separação familiar, com a russa no espaço e o marido na Terra, trabalhando no fundo do mar (ambos isolados do seu habitat original!). E, dentro da Discovery, o astronauta Frank Poole recebe pelo videofone os parabéns dos familiares sem esboçar a menor reação, numa transmissão pré-gravada, onde a comunicação está cada vez mais comprometida por conta das imensas distâncias. O aniversário é normalmente um tempo para celebrar o próprio nascimento, a alegria da vida. É também uma ocasião para introspecção e reavaliação, numa espécie de renascimento: Não importa como as coisas foram ontem ou no ano passado, nós sempre temos a capacidade de tentar de novo. Assim, a incapacidade de celebrar apropriadamente os aniversários pode refletir no filme a incapacidade do homem de se repensar (e se recriar) como dono da sua própria vida.
Durante a viagem, o computador acusa uma falha na unidade de comunicação. Ao averiguar a falha, percebe-se que a unidade estava funcionando bem, o que significa que o computador HAL aparentemente está com alguma falha. Os tripulantes cogitam desativar HAL. Para se proteger (e, na lógica dele, proteger a missão) HAL mata a maioria dos tripulantes. Entretanto, o astronauta David Bowman (Dave) consegue desligá-lo. Bem, esse é um resumo rápido da história. Agora vamos à análise desta parte do filme:
Muitos interpretam o comportamento de HAL como uma falha (causada não se sabe porque, talvez pela influência do monolito?), mas há pistas que indicam que HAL poderia estar jogando com os astronautas da mesma forma que ele aparece jogando xadrez, e esta é uma cena reveladora. Kubrick era amante de xadrez, e colocou HAL jogando com o astronauta Poole uma partida que realmente aconteceu em 1910, entre Roesch e Willi Schlage. Acontece que HAL faz o movimento correto, mas diz de forma errada: "Rainha para bispo 3", quando o correto seria "Rainha para bispo 6". Um erro bobo de um computador pirado, um deslize de Kubrick ou um teste sutil de HAL pra ver se Poole perceberia?
A idéia do teste é importante porque é verbalizada e confirmada pelo HAL na próxima cena, onde ele pergunta (como quem não quer nada) a David sobre os rumores cincundando a missão, e o que ele achava disso. Só que David desconfia e responde com outra pergunta: "isso faz parte do nosso teste psicológico, não é?". Ao que HAL confirma, tira por menos ("é uma coisa boba"), dá uma "travadinha" e depois acusa o tal erro na unidade de comunicação. Erro, ou apenas outro teste? É importante lembrar que, após o desligamento de HAL, uma mensagem em vídeo pré-gravada diz que o computador só tomou conhecimento dos parâmetros da missão no meio da viagem, pra depois informá-la aos tripulantes quando estes chegassem a Júpiter. Então essa mudança de comportamento de HAL pode muito bem ter sido uma reação ao conhecimento da relevância da missão, e que os astronautas precisariam estar à altura dela.
Notem o modo como cada astronauta reage à notícia de que HAL pode ter cometido um erro. Poole fecha a cara e cruza os braços. David inicialmente fica sem expressão, mas depois faz cara de "tudo bem" pra HAL (com sorrisinho e tudo) e inventa uma mentira pra poder falar em privado com Poole. Pra um computador que lê lábios e reconhece desenhos, é fácil perceber o descontentamento de Poole. Nunca saberemos, mas o modo como Poole se conforma com a derrota no xadrez sem perceber o erro de HAL pode ter feito do astronauta, na avaliação do computador, o elo fraco da missão. Nota-se o orgulho cego de HAL pela infabilidade quando, confrontado com o relatório do seu "irmão gêmeo" na Terra de que não havia defeito na unidade, HAL responde: "Falha humana. Isso já ocorreu antes, e sempre foi devido a falha humana". A superconfiança e o desdém de HAL para com os humanos fez da tripulação algo descartável, em face da ameaça de desativação.
Uma cena em especial é particularmente desabonadora pra IBM: quando David está do lado de fora da Discovery, querendo entrar, HAL mostra sua verdadeira "face", ao dizer: "não posso permitir que você ponha em risco a missão". Uma dentre várias imagens dos mostradores da nave é refletida na cara de David:
Se você não conseguir ler aqui IBM, aposto que seu subconsciente o fez. Na verdade as letras são MEM, que aparecem no visor de vez em quando, mas no reflexo o primeiro M está tão distorcido que forma um I, e o E embaçado lembra um B. Considerando tudo o que falamos aqui, dificilmente isso seria uma mera coincidência. Pra quem não sabe a IBM é famosa por ter duas-caras: na ascenção de Hitler ao poder - e mesmo durante a guerra - a IBM forneceu seus serviços pra Alemanha nazista, e sua tecnologia e know-how foram usados pra catalogar e localizar os judeus que seriam exterminados e para a organização do trabalho escravo em campos de concentração.
Uma vez lá dentro da Discovery, a câmera de Kubrick (até então estável e com movimentos suaves) está "solta", agitada. David agora já não esconde sua expressão e podemos considerar como representação visual deste momento de mudança de mentalidade a troca de cor do capacete de David:

Nesta tomada específica vemos o capacete vermelho sendo deixado pra trás

Pra mim a desativação de HAL foi o momento mais marcante (traumatizante?) de 2001, da primeira vez que vi. Isso graças a dublagem brasileira (a clássica da TV, não a do DVD) que, posso dizer com confiança, é melhor que as vozes originais. A voz brasileira do HAL, feita por Márcio Seixas, é inesquecível: grave, mas terna, suave, agradável e calma como uma canção de ninar. E quando ele pede por sua "vida" e começa a cantar dá uma inversão de sentimentos e valores que é perturbadora (afinal, ele é o "cara" mau!). HAL volta ao momento do nascimento (olha o tema "renascimento" aí!) e repete o que disse na sua primeira apresentação. Aliás, pra quem tinha dúvida de que a sigla não é apenas uma coincidência com a IBM, HAL diz nessa cena que foi construído em Urbana Illinois e instruído pelo Sr. Langley, e então canta a música Daisy Bell. Na vida real o primeiro computador a ter sintetizador de voz foi o IBM 704, construído em 1962 no centro de pesquisa Langley, em Urbana Illinois. E a primeira música que ele cantou numa demonstração foi... (adivinhem) Daisy Bell, e Arthur Clarke estava lá pra ver e ouvir isso.
Uma coisa que só se percebe no inglês é o uso recorrente por HAL do termo "I'm afraid" (literalmente "eu estou com medo"). Num uso ultra-polido, este termo é entendido como "Receio que", pra negar alguma coisa a alguém polidamente (I'm afraid I can't do that" - "Receio que não possa fazer isso"). Mas, ao ser desativado, HAL usa esse termo indicando MEDO, de fato. E Kubrick pareceu querer reforçar isso pelo uso sistemático desse termo, inclusive por David, quando cogitam desligar HAL. Foi por MEDO de comprometer a missão que HAL matou a tripulação? Teria sido por MEDO de admitir sua própria falha que HAL escondeu que errou ao informar o defeito? Não foi por MEDO que os astronautas quiseram desligar HAL? Enfim, esse é apenas mais um nível em que o filme pode ser analisado.

JÚPITER E ALÉM

Mais uma vez os planetas se alinham...


e mais uma vez a lembrança do símbolo do Deus cornífero

Essa é a parte mais maluca do filme, onde David deixa a Discovery numa cápsula e embarca numa viagem intergalática até a PQP. Interpretações aqui são altamente subjetivas - se me disserem que é um experimento dos EUA com hipnose em massa eu acredito - mas a teoria mais interessante é a de que as imagens surreais que inundam a tela fazem referência - num nível subconsciente - a criação da vida no útero. Se formos analisar num aspecto Freudiano, a nave Discovery (um grande falo) ejeta pela "cabeça" a cápsula de uma forma diferente das demais, como se tivesse cuspindo-a (ou ejaculando-a, como queira). Entramos então por uma fenda vertical (oh, yes!) e, dentre as várias imagens fluidas que também lembram galáxias sendo criadas, tem pelo menos duas que não precisam de muita imaginação pra serem interpretadas:

Que esse troço lembra um feto, lembra


Preciso dizer alguma coisa?

Ao fim da sucessão de imagens aquosas e orgânicas aparecem 7 objetos lapidados em forma de Octaedros (um dos sólidos platônicos, este relacionado ao ar). Seriam estas naves extraterrestres, escoltando David através de um portal? Seja como for, elas encerram a parte da viagem através das luzes.
A viagem continua por uma superfície rochosa, entrecortada por rios e mares, até que David chega (do nada) a uma sala totalmente decorada com mobília da era da renascença (olha a referência a renascimento aí de novo) e quadros com cenas bucólicas da natureza. Apenas o chão retroiluminado (igual ao teto da estação espacial) alude a uma época futurista.
Em cenas que alternam pontos de vista, David vê a si mesmo como uma outra pessoa, progressivamente mais velho. Poderíamos interpretar essa sequência no quarto como uma desintoxicação da dependência das máquinas, já que ele se desfaz da roupa de astronauta e poderíamos inclusive retomar a idéia do capacete verde, porque a mesa é verde e, na cena do leito de morte, aparece um largo espaldar verde circundando a área da cabeça de David:

A fase final antes do renascimento
Quando David quebra a taça de vinho é que ele atinge um nível de consciência mais elevado. Na tradição judaica quebra-se um cálice ao fim da cerimônia de casamento. Há vários significados, mas um deles é que isso simboliza uma nova vida, um mudança de forma para todo o sempre, ou seja, de dois indivíduos passam a ser um casal. É possível traçar um paralelo da cena de David olhando para a taça com o macaco olhando para os ossos:

Da cama, David vê o monolito, e faz um gesto de tocá-lo que lembra muito a pintura "A Criação de Adão", que o mestre renascentista Michelângelo fez no teto da Capela Sistina:

David transforma-se então num feto, com um brilho no olhar (sinal de iluminação?). A câmera se aproxima do monolito, como se fôssemos transportados do local para a escuridão do espaço, de onde o feto - chamado no livro de "Starchild" ("criança estrelar") - contempla o planeta Terra do alto, para depois mirar bem dentro de nossos olhos com um olhar perturbador que mescla sabedoria/velhice e inocência/infância.
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Com a palavra, Kubrick: "Alguém disse que o Homem atual é o elo perdido entre os macacos e o Homem civilizado. Pode-se dizer que essa é a história de 2001, também. Nós somos semi-civilizados, capazes de cooperação e afeição, mas precisando de alguma forma de transfiguração em uma forma de vida mais elevada. Agora que alcançamos o poder de exterminar toda a vida na Terra, será preciso mais do que cooperação e planejamento pra evitar alguma catástrofe. O problema existe enquanto o potencial existe; e o problema é essencialmente moral e espiritual." São sentimentos que evocam a mensagem que outro genial cineasta nos legou:
Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.
Charles Chaplin
Lembro que vi 2001 pela segunda vez nas primeiras horas do ano 2001 (uma sacada de mestre da Rede Globo!). Foi uma experiência mágica, como se um portal tivesse se aberto naquele instante, e que aquele era o ano certo pra que esse filme fosse visto, como se só então uma mensagem oculta fosse ser revelada à humanidade. Eu não conseguia desgrudar os olhos da TV, e quando terminou foi como se minha vida tivesse sido mexida, novamente... muito já tinha acontecido até então, pois 1 ano antes eu tinha começado a vislumbrar coisas no céu que nunca havia cogitado ser possível, e nessa mudança de paradigma o filme caiu como uma luva... ELES estão nos guiando para a evolução... sabe-se lá para onde. Meio assustador isso. Mas, enfim, é apenas minha interpretação e, como vimos, há muito mais neste filme além disso.
Kubrick não quis limitar o escopo de seu filme. Ele disse: "Como poderíamos apreciar a Mona Lisa se Leonardo da Vinci tivesse escrito embaixo do quadro: 'A mulher está sorrindo porque ela esconde um segredo do seu amado'. Isso iria acorrentar o espectador à realidade, e eu não quero que isso aconteça com 2001. Eu trabalhei de forma que nada importante é dito nos diálogos, e que qualquer coisa importante no filme seja traduzida em termos de ação. Um roteiro é a forma de escrita menos comunicativa já feita." Mas quem expressou melhor a relação com o filme foi o ator Keir Dullea, que interpretou o David Bowman: "Se você vê um quadro de Picasso, é importante saber o que Picasso queria ou é mais importante sua relação com ele, sua reação emocional a ele?"
A comparação de Kubrick com Leonardo ou Picasso não é pouco modesta. Embora ele não fosse genial em outras disciplinas, como Da Vinci, na arte de fazer filmes Kubrick deixou sua marca indelével. Por isso esta pequena homenagem - que ele certamente não aprovaria - ao filme mais conhecido e enigmático dele. Rest in peace, you crazy diamond.