sexta-feira, 1 de maio de 2015

Especial 1º de maio: Como me tornei comunista e como deixei de ser um

Como me tornei comunista:

Era muito jovem, cheio de sonhos. Um deles era o de mudar o Mundo. Transformá-lo em melhor, na minha arrogância. Me filiei ao Partido Comunista, achando que organizado isso seria mais fácil de ser feito. Militei por anos, todos os dias, li várias obras do marxismo. Se não todas. Pelo menos 75% delas. 100 % praticamente de Karl Marx. Dominando a teoria e a sua aplicação prática. De forma psicopática ou histérica, não sei, acreditava que os fins justificavam os meios. Ou seja, era um grandíssimo "filho da puta". Ou estava me tornando um. Porém, não sabia. Era um "tarefeiro". Adorava realizar as tarefas voluntariamente. Acreditava que realmente estava construindo algo de bom. Mas na verdade, estava só perdendo tempo.


Como deixei de ser comunista:

Comecei a notar que o objetivo do comunismo não é mudar o Mundo, e sim dominá-lo. Um projeto de poder. Uma doutrina assassina. Os fins que justificavam os meios começaram a me prejudicar quando eu desafiei os interesses de alguns dirigentes do partido. Notei que se é para ser filho da puta e transformar o Mundo numa putice social, então era melhor não fazer nada, pois já estávamos em uma.

Abri a minha mente para outras ideias. Li outros livros. Com a ajuda do meu pai, e de alguns amigos na época, notei que não ser egoísta no sentido de pensar em si mesmo em primeiro lugar, era uma tamanha falta de caráter e de inteligência. Estudei mais. Libertei-me deles, e aos poucos, me libertei do modo de pensar socialista e de esquerda. Estava me formando na minha primeira faculdade. Estudei em outras, fiz pós-graduações em áreas administrativas. Procurei conhecer alguns países para poder abrir mais a minha mente. Estudei muito as ciências políticas. E descobri que para ser especialista nessa não precisa ter necessariamente mestrado na área.

Cerca de 10 anos se passaram. E estou completamente liberto dessa "filosofia" invejosa chamada socialismo. Já faz anos que não voto na esquerda. E esse é o meu maior motivo de orgulho. Deixei de ser algo ruim, não porque me compraram, ou porque me vendi. E sim porque estudei mais e me redescobri como um indivíduo.





Célio Azevedo.

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